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miércoles, 15 de agosto de 2012


Preciso dizer
Ah!Foi nada não
Fica mais um tanto
Um oi apenas
Saudade de tua ausência
Presença doentia de ti
Porque tanta insensatez¿
Vieste de onde
Alienígenas,
Astronautas sem mundo,
Fronteiras labirínticas e perigosas,
Castelos de ventos
Sem raízes
O medo
A paciência,
Ciência sem doutores.
Ah!Não vai, fica mais um tanto,
Necessidade minha
Fragilidade...
Hoje tem bolo de aipim
Necessitamos de sabores nordestinos
Ácidos e doces, fronteiras
Quem são vocês¿
Quem sou eu ¿
Árvores cansadas de nos escutar
Exigem nossa presença
Sentença
Petição da inocência
Ah!Deixa-me pensar em Deus!
Adeus...
Não, até mais
História sem ponto final,
Vírgulas de orégano
Hora da pizza
Castelos de vento
Raízes fictícias
Inventadas
Castelo sem muro
Vamos invadir
Incendiar
Porões do não
Meu nome é liberdade
Escreve-se nas pedras
O tempo aprisiona as paixões
Quatro dias
Quatro séculos
Eternidade
Até mais...
Despedida honesta
Vinho não adianta
Cura da minha existência
Até mais...
Ah!Não vou desligar, desliga você
O jeito é esperar
O dia já nasce em nós
Abra a janela
Bom dia.







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