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viernes, 6 de abril de 2012

Porque não?

inventariações não vão dizer quem sou
meu nome é alegria e escreve-se na pedras
no lajedo de meu calvário
a via cricis de meu destino
soufri não quero mais
é festa na minha fantasia
quero viver,beber perfumes
sem ter mais certeza de nada mais,
só de você
destempero....
supinamente brasileiríssimo
chegada a hora, vou-me
adios,mi destino escolho yo
não demora muito
sou fogo de palha
adios,foi bom te encontrar 

UMA HOMENAGEM AO MEU BLOGGER : ÀS BATATAS

um ano de batatas,quantas experiências
quantas angústias não cabem em palavras
eis os poemas escritos,eu vim lá do sertão
e posso não agradar
minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos
ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais...
Nossos antepassados
as mãos unidas...até quando não vamos ter...mãos dadas
poupe-me Drummond con-viver é bem difícil
mas tentaremos
a única flor e última flor do lácio
inculta e bela,fez de nós um vaso chinês
uma máquina de fazer versos
macunaíma a destruiu quando tudo mudou..
nossa falta de amor,nossa última gota de bili
nosso destempero quanto ao sol
que possamos abrir nossas janela
sem medo
que possamos partilhar a glória da vida
sem se importar com o passado
que vive em nós como um carapaça
carcaça humana de nosso peso de não vida
Venham vamos,tem mais patitas
ao vencedor e perdedor o que vale é competir
porém quem não sabe ganhar,pouco  sabe perder
eis o verbo mais sábio da vida,perder
se escolher é também aprender a renunciar
ás batatas escolheu vocês para a festa da renuncia
que é a glória da vida
MAS VIVEREMOS...